domingo, 30 de maio de 2010

Festa da Santíssima Trindade


Neste domingo celebramos o mistério da nossa fé, que nos distingue de todas as expressões de fé não cristãs do mundo. Quando afirmamos o mistério da Santíssima Trindade, tratamos da nossa própria identidade. Em nenhuma outra religião, Deus é entendido como Pai, Filho e Espírito Santo. É bem verdade, que todos os que vivem suas religiões expressam fé, devoção, amor e desejo de conversão do mundo, mas não a partir da revelação em Jesus Cristo, que é a revelação absoluta de Deus, e é Cabeça da fé revelada por vontade do Pai no Espírito Santo. Esta é a fé da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, a qual professamos no mundo e para salvação de todos.
A Festa da Santíssima Trindade celebra o grande mistério da fé católica, Trindade Divina, una na substâncias e três nas pessoas. A festa foi instituída por Estevão Bispo de Liege no século VIII. No século XII o Papa Alexandre III reprovou a celebração, por fim acabou sendo reconhecida definitivamente no século XIV pelo Papa João XXII.
Nosso Deus é comunidade. Não é solidão. É solidariedade. Cremos em um só Deus, porém, na sua divina dinâmica há lugar para a relacionalidade. O Pai tem dois braços: o Filho e o Espírito (Santo Irineu). O Pai é o amante, o Filho é o amado e o Espírito é o Amor (Santo Agostinho). Há entre as três pessoas uma ciranda de encontros mútuos que fazem a sua unidade e que Santo Tomás chamou de “pericorése”.
Dar glória ao Deus-Trindade tem de fazer parte do pão-nosso de cada dia. Até mesmo o Anjo em Fátima nos disse por meio dos Pastorinhos para “de tudo oferecermos um sacrifício a Deus”. Uma oração que nos pode ajudar neste ponto é tirada do Glória da Missa. Diz ela: Senhor, “nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças pela vossa imensa glória”. É, num sentido, a profissão-de-fé-oração mais realista e completa que podemos fazer à Santíssima Trindade. É muito simples: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Ámen. Na verdade, é esta a melhor confissão ou credo sobre a existência de Deus. Um Deus em Três Pessoas iguais e distintas: Deus-Trindade, Deus-Família, Deus-Amor. Que prazer saboreá-la cada cristão muitas vezes por dia!

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